The more things change… (ou duas pessoas legais e um babaca)

Julho 17, 2007 at 4:36 am (Uncategorized)

Eu fico espantado com a mecânica das coisas. E é isso que ninguém entende. Gentileza gera gentileza e as pessoas te surpreendem. Ou continuam os mesmos babacas de sempre.

Essa tem sido a semana do inesperado e confesso que uma grande parcela da culpa é justamente da transição para o estilo Vegan. Sempre comi carne com recheio de carne e a transição total, apesar de ser como o hábito do cigarro, abandonado facilmente depois de uma longa abstinência.

Velhos hábios desaparecem quando queremos. Ou não.

Não é novidade para os amigos que estou com a visão reduzida por um acidente. Alguns, como a Tieko ficaram preocupados e me mandaram um monte de coisas. É temporário, graças a deus. Como fã de tudo audiovisual, seria a morte terminar como a Adriana Ramos, que apesar de todos os seus radicalismos acaba sendo um exemplo de vida. A roteirista cega, certo?

Em pleno terremoto japonês, Tieko Chan perde seu tempo se preocupando comigo e ainda me manda mensagens de apoio. Gostar é uma coisa estranha, principalmente vindo de alguém que está a um passo de ter de voltar ao Brasil por imposição governamental, já que perdeu a identidade e só pode renovar-la aqui. Se nem ‘para o Lupus ela perdeu a batalha, essa ela tira de letra.

Ainda soa estranho quando eu falo domo arigatô? Mas eu tive uma professora danada de boa.

No outro extremo recessivo da história, a Raquel reaparece e ainda é legal comigo. Ligações para meu atual interesse? Meses atrás… É, a vida é engraçada. De carmim, certo?

Deveria sentir mais meus bons sentimentos já que eles trazem boas pessoas e roubadas fedem. Mesmo por trás do Chanel nº 5.

Por outro lado…

Pois é. Beethovem, né? Tem coisas que sempre terminam mal, mas tentar ficar com a Ramos, visitar ex mulher e falar com o Beethovem são morte anunciada.

Deus do céu… Fui ouvir a “fada Sininho” e pensei: “É, estamos no império das segundas chances… Ele é um babaca, mas também já fui e etc. E tal.”

Meu, cada vez mais eu entendo como a Riemer me olha, já que é assim que olho pra ele. O infeliz estava tão preocupado em contestar que sequer reparou que tinha sido chamado pra um “pacote pronto”. Por acaso resolvi chamar as pessoas pra fazer algo que eu realmente não estou afim de fazer sozinho. Confesso que passei tempo demais num grupo pra não achar este formato funcional. Meu percurso nos ultimos anos tem sido… Solitário. E eu realmente quero mudar isso. Juntos conseguimos o que quisermos, certo?

Ele veio com o: “Eu não acho que…” Ah, é… Sem ouvir a proposta. E la se vai a boa vizinhança e o “junta tribo”. Perdemos os dois. Sim, afinal eu também me favoreceria dessa união. Ninguém chama alguém que não vai acrescentar a seu projeto. Se chama é doente.

Dizem que odiamos o reflexo daquilo que somos ou fomos. Eu fui tão babaca assim, Miguel?

Ainda estou pensando na Tieko… Vazamento de água radioativa? Deus do céu! Sabe, isso é tão fora da minha realidade que sequer consigo conceber a idéia. Nós brasileiros somos tão privilegiados que deveriamos ser Ufanistas. Não temos vulcões ativos, terremostos… Não precisamos dormir com medo acariciando travesseiros e imaginando que se a morte chegar sequer teremos a quem abraçãr numa doce despedida.

Esse negócio de internet é estranho… O gostar também. Eu e meu travesseiro entraremos na comunhão dos solitários em respeito a ela. Se algo acontecer, ela será só mais uma pessoa a menos no meu MSN.Nunca vou saber nem estar lá pra me despedir ou declarar sentimentos e intenções. Não é o amigo da esquina que morreu num assalto e fui no enterro. Não é a amiga que eu posso tentar acalmar quando algo acontece…

É só mais alguém que sai como se nunca tivesse existido e vira um dos muitos cadáveres num desolador cemitério de Bits e Bites que de tempos em tempos limpa os arquivos desnecessários.

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Julho 15, 2007 at 2:44 pm (Uncategorized)


Para entender a lei
Art. 288 – Formação de quadrilha: associarem-se mais de três pessoas em quadrilha ou bando para o fim de cometer crimes. Pena: reclusão de 1 a 3 anos.
Art. 146 - Constrangimento ilegal: Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que a lei não manda. Pena: detenção de 3 meses a 1 ano ou multa.
Art. 129 - Lesão corporal: ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. Pena: detenção de 3 meses a 1 ano.
Art. 157 - Roubo: Subtrair coisa móvel alheia para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência. Pena: reclusão de 4 a 10 anos e multa.
Art. 163 - Dano: destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia. Inciso III – Dano qualificado: contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista. Pena: detenção de 6 meses a 3 anos e multa.
O dano não caracteriza um crime, e sim uma contravenção penal.

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Pretty Hate Machine.

Julho 15, 2007 at 6:36 am (Uncategorized)


Depois da calmaria, as tempestades de porrada voltaram. Peço desculpas aos meu amigos no “Carecas do Brasil”, mas confesso que nem coisa de viado isso é, já que eles – os viados – também apanham.

Vamos começar “desassociando” essa questão de qualquer mérito “ideológico”, o que certamente não é o caso de playboys de pau pequeno que espancam empregadas, prostitutas e travestis por prazer.

Vamos entender uma coisa: antes de colocar esse pessoal na “Hit Parade”, é bom lembrar que eles só existem para suprir as necessidades de alguém. Seja prazer, solidão ou qualquer outro tipo de carência satisfeito apenas a dois.

Espancamento e morte criam mártires, ganham mídia e – creio eu - que este não seja o intuito, muito pelo contrário. Mas é divertido ver que no caso do “proto galã”, os travestis apareceram em todos os “programas da tarde” e ainda passaram a cobrar R$ 500 por programas. Fiquei espantado ao descobrir que - ao menos - um dos travestis está a seis graus de separação de qualquer um, principalmente de certos amigos meus. Fica difícil acreditar na cláusula de ingenuidade hetero embutida na história quando a história de Lui Mendes é de dominio público.

Os “Bone Heads”, as “Hate Machines” que leram o Mein Kempf não gostam de deixar rastros. Não temos Bone Heads, só um bando de babacas que gostam de bater em quem nunca vai revidar. Coisa de quem descobriu quem não há musculos no cérebro, só terminações nervosas exercitadas pelo pensamento. E para eles, pensamento é um tipo de bicicleta ergométrica esquecido num canto.

Babacas! A melhor maneira de eliminar um serviço é não contratá-lo!Se tem travestis e prostitutas é porque alguém tem de satisfazer o prazer de vocês! Se tem empregadas é porque alguém tem de limpar vocês pra debaixo do tapete.

Pais babacas! Foi por isso que sua geração lutou? A liberdade de fazer merda e sair impune? Aquele pai que defendeu o filho alegando que por ser primário ele poderia fazer de tudo se esqueceu de um detalhe: Todo psicopata tem de começar por algum lugar e chamar esses sociopatas recalcados de psicopatas é uma ofensa a gente que se assume.

Então a empregada mertecia apanhar pq estava poluindo o ambiente tentando volotar pra casa?

Medo é uma coisa engraçada…

O blog da Angélica Castro, um dos travestis envolvidos está tão mudo quanto ela. Na verdade, das duas(ois?) ela sempre foi a que menos falou.

Se voltar, o end. É esse aqui:

WWW.ANGELICACASTROTRANSEX.ZIP.NET

Eu tenho umas amizades tão estranhas….

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Ufanismo faz bem e não engorda. (mais)

Julho 14, 2007 at 1:19 am (Uncategorized)

Tenho muitos vícios e ufanismo não é um deles, mas estou feliz.

Este ano começou mal para os cariocas, sempre mal tratados nas páginas e programas policialescos mundo afora. Não sem motivo, pois a cidade – que já foi capital do país – precisa de mais cuidados. Felizmente é nas pequenas grandes coisas que nos realizamos.

Sediamos uma das novas sete maravilhas do mundo e este é um prêmio merecido. Como disse uma conhecida: “Existem outros símbolos mais bonitos”, ainda assim, um pais constantemente massacrado pela mídia venceu uma eleição em que muitos tido como desenvolvidos sequer foram cogitados.

Mesmo sem o “Samba do Avião” pra reforçar nossa memória, é inegável a comparação entre o Cristo e uma certa estatua situada numa certa “Ilha Ellis”, noutra América. As duas estátuas foram estrategicamente posicionadas para lembrar que independente de onde tenhamos vindo, chegamos em terras melhores.

Temos uma maravilha que recebe a todos de braços abertos, o que deve servir como lição para nossos compatriotas que buscam a tocha que ilumina o caminho, mas que desde o 11/9 tem perdendo brilho e função.

Um brinde merecido já que nunca cruzamos os braços pra ninguém. Ficar feliz ao receber este prêmio não é ufanismo, é reconhecimento.

Aliás, o brinde já foi feito: Live Earth gratuito.

Cheers.

Sumpa.

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A Ascensão do quarteto fantástico.

Julho 2, 2007 at 5:08 am (Uncategorized)

Finalmente vi o segundo filme dos “Quatro Fantásticos”. Depois do primeiro, confesso que a idéia de baixar antes de ir ao cinema foi sedutora. Com o barateamento da mídia e a velocidade da internet o nosso direito de escolha melhorou muito.

Assisti e não me arrependi. É uma boa história, cheia de “Easter Eggs” para pais e filhos de qualquer idade. Apesar de todas as críticas infelizes.

Os críticos certamente nunca leram a revista, senão reconheceriam todos os elementos e a maneira como foram cuidadosamente costurados.

Pra começar, é sempre bom lembrar que falamos de personagens com 46 anos de histórias com altos e baixos e que no momento, tem dois títulos narrando suas histórias sob diferentes pontos de vista. O filme juntou duas histórias dos anos 60 e deu o savoir faire do universo ultimate, criando uma história concisa que em momento algum desmereceu os personagens.

Victor Von Doom foi muito bem aproveitado, apesar da necessidade de mostrar o rosto do bonitão Julian Sands. Manter o rosto de um Adônis meio que contradiz duas traduções da palavra Doom, pois o personagem foi (doomed) Amaldiçoado/Desgraçado com o rosto desfigurado e é justamente essa citação ao Fantasma da Ópera que deu força ao primeiro “Vilão trágico” conhecido.

O mesmo pode ser dito do surfista. O personagem, que surgiu acidentalmente em 1966 e já teve grandes momentos nos quadrinhos, apesar de ter aparecido no filme numa versão mais ultimate ainda consegue aproveitar a virada “A Bela e a Fera”, mesmo que originalmente o catalisador tenha sido a escultora cega Alicia Masters. Num filme com tempo limitado e ainda com a obrigação de falar do casamento do “primeiro casal”, esta adaptação também funcionou bem.

Os Easter Eggs são um tempero a parte. Numa das cenas, temos um Teaser visual de como seria adaptado um dos piores vilões do Grupo: “O Super Skrull” e a introdução da personagem “Frankie”, que além de ter dado um importante conselho para o Tocha, acaba tendo um envolvimento amoroso nos remete a uma outra história com Galactus.

Nos anos 80, o Tocha se envolveu com Frankie Raye, que como Nova, foi um dos mais importantes Arautos de Galactus e – antes de morrer – teve um envolvimento com o Surfista Prateado.

É um filme pipoca que vale o Ingresso de qualquer um atrás de duas horas de bom escapismo e agradável tanto aos puristas em busca das histórias de Lee/Kirby quanto aos céticos leitores de Ultimate.

Não perca.

Sumpa.

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