Sintam ou saiam

Novembro 30, 2006 at 5:52 am (Uncategorized)

Paixão…

Certa vez, um desenhista me disse que eu deveria pegar num lápis como se fosse uma mulher. E acariciar o papel com o lápis, pois desenhar era o meu tipo de sexo.

Eu tinha 14 anos, mas entendi a metáfora e quando me dediquei a escrever, transportei-a para meu novo mundo.

Escrever é tão prazeroso quanto sexo e quando fazemos direito, gera ainda mais retornos.

Por isso acho estranho quando uma pessoa reduz meu texto ao mero uso das técnicas certas. Sabe o que é engraçado? Não estamos falando de professores, mas de frustrados que provavelmente reduziriam uma mulher a um naco de carne com dois buracos e peitos pra combinar.

Na boa? É ofensivo, ok? Não entendeu? Pergunte ou cale a boca… Nem todos comungam.

O que me irrita é o seguinte: Sempre voltamos para o conceito daqueles pistoleiros do interior que morrem ao chegar à cidade grande. Não faço isso pra aparecer, assim como não tento me reiterar nas técnicas que dão prazer a uma mulher simplesmente por poder. Não quero ser o melhor, só ter prazer.

Sintam ou saiam.

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Feliz aniversário pra nós.

Novembro 25, 2006 at 7:39 pm (Uncategorized)

Pra tudo na vida tem Credicard. Ter uma festa surpresa preparada por um de seus ídolos é impagável.

Já prometi pra ela que como conceitos não têm idade e minha ruiva acelerada que luta para virar verbete do Aurélio é um não digo mais há quanto tempo sou fã dela r não abro em público o quanto isso me fez bem ao longo dos anos e mais recentemente também.

Buenas… Sempre achei que ela não fosse muita com a minha cara, ta? Na transição do ícone para a pessoa, encontrei uma mulher competente séria e centrada. E a felicidade estava em cada pequeno detalhe.

Surpresa! Essa pessoa maravilhosa me chama pra uma reunião de locutores (estou na rádio escola dela) e me preparou foi uma festa surpresa. Duas garrafas de proseco depois, já éramos amigos de infância. Rs Eu pude ver todos os seus books. Cara, ter a história de seu ídolo nas mãos é alguma coisa de tudo de bom. Poder trocar figurinhas com essa pessoa e descobrir que ela não é escrota. Muito pelo contrário. Não tem preço.

O prazer que eu senti não tem preço. E ter terminado a noite na maravilhosa companhia da Wanuza, a outra aniversariante, foi a cereja do bolo. Cara, eu aprendi a adorar essa menina. Acho isso divertido porque ela está quebrando muitos dos meus paradigmas, mostrando que a vida tem lados que até então eu desconhecia por viver vendado.

Cara, eu amo esse momento. Eu amo a experiência que estou vivendo e devo tudo isso a pessoa que providenciou ou outro melhor aniversário da minha vida: A menina que saiu de São Gonçalo pra entregar às seis da manhã um bolo de chocolate. Não sei, mas bolo de chocolate é um lugar comum nos meus momentos felizes. Só me arrependo de uma coisa: No dia do primeiro bolo, se eu não fosse burro, poderia ter sido muito mais feliz. Até hoje.


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Nothing, Nada, Zipardônio… Necas!

Novembro 21, 2006 at 2:08 am (Uncategorized)

Sabe o que é ridículo?

Descobrir que uma pessoa não faz falta. Se não faz falta por que a mantivemos durante tanto tempo? E isso coloca a lógica dos relacionamentos em Xeque. Na última separação chamaram polícia e bombeiros com mangueira pra me tirar de perto da garota. Eu tava que nem cachorro atrás de cadela no cio e a queria de volta. Fiz músicas, letras e aparições publicas o suficiente pra incomodar.

Confesso que foi mais a mangueira, ta? Imaginei onde ela caberia e não quis mais brincar.

E foi assim… Outra separação e a constatação: Minha casa ficou maravilhosa sem ela. Sem perseguições, ligações à meia noite, “Every Breath You Take” e coisa e tal. Não procurei as amigas pra ter o prazer da proximidade…

Sei lá, será que eu cresci?

Na boa? Aposto na falta de sentimento. Algumas pessoas saem sem sequer terem entrado em nossas vidas.

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Bravura

Novembro 21, 2006 at 1:52 am (Uncategorized)

A verdadeira bravura não se demonstra nos campos de batalha, não está no enfrentamento de animais ferozes ou de perigos que ponham sua vida em risco.

A verdadeira bravura está em sair de casa pra beber com os amigos; não avisar a esposa; chegar de madrugada, caindo de bêbado, ser recebido por ela com uma vassoura na mão e ainda ter peito de perguntar: VAI VARRER OU VOAR?

De Maria Tereza De Calcutá.

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Historinha de cama:

Novembro 21, 2006 at 1:43 am (Uncategorized)

“Cuidado, querida, está carregada”… Diz ele voltando para a cama e se recostando na cabeceira. “Isso é pra sua esposa?”

“Não, amador demais. Vou contratar um profissional”.

“Que tal eu?”

Ele sorri. “Que gracinha, mas quem seria idiota o suficiente para contratar uma pistoleira?”

Ela umedece seus lábios e mira nele: “Sua Esposa”.

Jefrey Whi

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Mate-me Por Favor…

Novembro 21, 2006 at 1:33 am (Uncategorized)

Uma conhecida minha levou um chifre. Ao ser questionado o motivo de uma pessoa tão perfeita ter sido traída, para não dizer: “Você!” E perder um contato que pode ou não ser bom, simplesmente disse: “Acontece”.

Pessoas têm um padrão e nem sempre é algo bonito de ser ver no dia-a-dia. O relacionamento mata o romance e quem achar o contrário que atire a primeira pedra.

Sabe qual é o problema? E tem um padrão nisso… Estamos sempre perseguindo o conceito de almas gêmeas, algo que funcionava naquela aldeia, no fim do mundo, quando tínhamos de caçar nossas refeições e elas ficavam em casa cortando lenha. Alma gêmea e amor perfeito funcionam quando não há a cacofonia urbana a qual somos forçados a viver e a pessoa mais próxima está a tantos quilômetros de distância que a simples idéia de uma viagem a pé já desmotiva qualquer aventura.

Hoje em dia, a quantidade de informações que recebemos minuto a minuto e a facilidade de escolher pessoas na internet e em todos os ambientes que se transita facilitou os contatos interpessoais. E dificultou também, uma vez que temos contato com pessoas de diferentes formações e linhas de interesse. Dá pra escolher, certo? Logo, qualquer deslize do parceiro já nos leva de volta ao açougue pra comprar outro pedaço de picanha. E torcer para que desta vez tenha sido preparado direito.

Por isso tomamos e levamos tantos chifres. Insistimos em conceitos que não funcionam mais. Mas ainda temos as neuroses de então. Queremos produtos novos ou cujo dono tenha sido aquela velhinha que só levava pra passear aos domingos. E depois de tudo isso, ainda buscamos o final feliz pra nossa história.

Pergunte a qualquer um. Os sinceros dirão a verdade.

E ela levou o chifre… No meio de toda essa facilidade, não somos mais obrigados a aturar as pessoas e muito menos temos apenas uma fonte de informação. Cacofonia instantânea. Entramos nos relacionamentos cheios de vícios dos anteriores e não entendemos porque algo que nunca funcionou estragou mais um relacionamento. A diferença de informações. A partir do momento que o tesão conflita com o cérebro, alijamos nossos pares. E voltamos ao açougue.

Algumas pessoas realmente acreditam que “estarmos lá” já é o bastante e as neuroses vem. Ciúmes, chiliques… Ser interessante não é isso, é uma renovação constante. Tem gente melhor e gente que não sai do açougue, pois está sempre testando diferentes tipos de carne. E isso em bom… No final, degustamos aquilo que gostamos ou morremos experimentando.

Por isso todos levamos chifres… Modelo errado de convivência.

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Eu vou pro céu…

Novembro 20, 2006 at 10:46 pm (Uncategorized)

Eu vou pro céu…

Estou pra conhecer gente com quantidade maior que aproveitadores por centímetro quadrado que eu.

Acho que esqueceram que eu tenho vida, ex-mulheres e filhos. Será que além de disponível no mercado, tornei-me etnicamente disponível? A escravidão acabou! E eu ainda estranho as pessoas, ok? Vamos entender o eu posso… Poder é ter quem faça algo pra você depois do primeiro chilique?

Pra algumas pessoas, o cartão de crédito resolve tudo, até a seleção natural. Não é mais bonito dizer que não pode?

Pois é… Eu quero fazer parte dos 10% que ainda pode xilicar e ser mimado nesse país, viu?

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Passado

Novembro 20, 2006 at 6:31 pm (Uncategorized)

Tem gente que some, volta e acha que você tem a obrigação e o interesse de lembrar tudo. Pra maioria das coisas tem o pé na bunda, mas quando é gente que você gosta. Só com cuspe, jeito e muita paciência.
Como se não bastasse a cega maluca que na falta de assunto veio discutir comigo por causa de algo que se passou a 8 meses e o anão nostálgico, surgiu uma nova criatura na minha fauna de “Bichos Escrotos”: A convencida que não tem o que dizer.
Pois bem, ela veio me puxar lembranças de um liugar que trabalhei… Dez anos depois? Será que a dinâmica do lugar não mudou nada esse tempo todo? Que ela acha que eu fiquei congelado e só reapareci agora, depois que a reencontrei é óbvio.
Gente… Será que é um Vírus? Daqui a pouco se alatra e eu vou ficar que nem o Yoric do “Y, The Last Man”: A última criatura do mundo vivendo do aqui e do agora. Isso me assusta… Perdi o medo do ceifador e comecei a rezar pra que ele leve essa gente. (Que morreu e não sabe)

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Afonso Arinos Foi Passear No Bosque

Novembro 20, 2006 at 6:29 pm (Uncategorized)

Pois é…
Curso de locução, tá? Continuo com um ovo na boca e com inveja do microfone. Mas fui elogiado. TEM LOUCO PRA TUDO…
Meu programa, “No Escurinho Do Cinema” é bem quisto, mas já virou uma piada: Afinal,quem é tal escurinho? Seria um faxineiro, o lanterinha ou só um cinéfilo etínico?
E o escurinho – por motivos óbvios – é pau pra toda obra. Dia desses ele apresentou um programa de músicas esquisitas.
E pela primeira vez na história um avião foi pilotado pelo faxineiro. O escurinho saiu do cinema e errou com classe todas as palavras que disse numas linguas que sequer entendia.
Esses romanos são todos doidos…
Na onda, eu não digo mais meu nome, só me anuncio como aquele apresentador cuja descrição por “p” não pode ser dita.
E o humor surge das coisas mais bestas.

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The Comic Shop Guy

Novembro 20, 2006 at 6:27 pm (Uncategorized)

E meu blog recomeça assim…

Meu nome é Alexandre Assumpção e sou roteirista. Num dos meus cursos, um sujeito disse que eu era a cara do dono da loja de quadrinhos que o Bart frequenta.
Pois bem… A Ofensa pegou. Sou fã de quadinhos e faço cosplay desse personagem.
É a vida. Rs

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