Lógica x Emoção

Setembro 21, 2006 at 2:28 pm (Uncategorized)

Lógica x Emoção…

“Era uma vez um menino que conhecia o mundo através dos desenhos que ele mesmo fez”.
(“…) Roda gigante, ver o mundo pequeno outra vez.”.

Daniel Azulay.

Gosto do Daniel sabia? Tanto como profissional quanto pelo apelo emocional.
Fui garoto pra ver os programas, ir aos shows… E pedir autógrafos.
Anos mais tarde, eu o reencontrei no Coquetel da 1° Bienal, lá no Palácio da Cidade.
Consegui evitar o emocional e conversar sobre arte com um cartunista que estava na ativa quando eu ainda usava fraldas e cujas duas faces de seu trabalho me agradavam.
E isso aconteceu com a maioria dos caras por quem fui fã. Claro, houve casos cuja afinidade foi ainda maior.(entenda como quiser)

Com o tempo, aprendemos que nossos ídolos são apenas os “funcionários mais experientes da empresa”. Esta foi uma piada recorrente com o Ofeliano, por exemplo.

Mas será que…? Pois bem, sou entusiasta dos anos 80, nostálgico, mas não doentio e meus “Ídolos” não fazem só quadrinhos.

Garotos ouvem rádio, certo? No meio de uma família ignorante, não tive – até certa idade – acesso ao Rock, ouvindo aqueles pagodes desagradáveis em volumes insuportáveis.

Ter acesso a uma música que falava a minha língua foi tão libertador quanto perceber que os locutores eram “jovens” e se comunicavam com a linguagem das bandas e dos ouvintes.

E tinha o humor… E a primeira voz que ouvi: Adriana Riemer.
Fiquei fã e a acompanhei em todas as mídias que me interessaram e em outras que foram “experiências curiosas”.

Os anos passaram e – como um bom fã – passei a ouvi-la onde quer que estivesse, mesmo que eu não gostasse das músicas. Uma das frases dela cai bem aqui: “Eu apresentei Rock, MPB, Samba,Pagode… E entendo que o importante é gostar do que faço e ter contato com o público.” É o meu caso, gosto dela, do sorriso na voz e da simpatia com que apresenta o programa que estiver. E neles, ter influenciado a vida de muitas pessoas, não só a minha.
Aprendi a sonhar ouvindo sua voz, outras pessoas aprenderam a sobreviver. Nunca estamos livres de ser influenciadores ou influenciados, certo?
É um prêmio pessoal quando isso acontece e descobrimos que algo que fazemos e amamos é importante na vida de alguém.

Pouco mais de 20 anos depois…
“E deus salve o Orkut, as ex despeitadas e a série de eventos que chamamos:” Sincronicidade”.

Confesso que a adicionei por ser fã, como fiz com outras pessoas com quem me comuniquei bem depois. Mas ela…? Juro, nunca pensei que estaríamos frente a frente. (fui 2x na Rádio Cidade por causa desta ou daquela promoção)

Calhou de acontecer… Ela abriu um curso, eu me inscrevi e lá estávamos.

Mitos e pessoas de carne e osso costumam ser diferentes, claro. Encontrei uma pessoa séria, centrada e capaz de fazer aquilo que se propunha, mesmo em meio ao caos total. Minha garganta travou e fiquei feliz. A felicidade de quem fecha um ciclo e realiza um sonho.
E no decorrer, ela acabou me elogiando em seu programa e fiquei vermelho. Não é divertido? Até então, eu a elogiava. Pena que vai acabar o curso… Vou sentir saudades.
Maldito emocional…(risos)

Link Permanente Deixe um comentário

Não consigo entender…

Setembro 21, 2006 at 1:54 am (Uncategorized)

Estou remexendo nas coisas da maratona pra ver se encontro algo útil. Encontrei: “A Caolha”. É um filme que eu amaria roteirizar. É uma história simples que fala sobre pobreza e um acidente que marca mãe e filho. Mudanças e revelações prometidas no final.
E aquela pessoa, importante no momento, hoje um nome estranho que aranha minha memória até desaparecer, tentando transformar a história em “Édipo Rei”. Concordo que a história ficaria interessante, claro. Mais tentando lembrar que gente “séria’ de teatro está mais ara a tragédia grega do que para os comentários ácidos do “Mr”“. “Punch”. Em algum momento decidiram que sutilezas não eram coisa de gente inteligente, mas perfurar os olhos, sim… Fazer o que?
Sou fã da Doris Day e das comédias românticas que inspiraram o filme: “Abaixo o Amor”. sabe aquelas coisas de quando se fechava cerveja com barbante e o guaraná ainda era de rolha? Isso! Antes de terem inventado o papel.
Tempos felizes, não? EUA e URSS se matando lá fora e nós, fãs do escapismo nos divertindo com comédias escapistas e indo á Atlântida pra ver o carnaval.
Quarenta 50 anos depois, o “Papai Sabe Tudo” é uma besta amarela que nos faz rir em 30 minutos semanais de pura iconoclastia. E existe um livro comentando sobre a nossa mudança de ideal heróico: “De Tarzan a Homer Simpson”
Se o pai assumiu o arquétipo do “idiota da vila”, a mãe é vista como uma megera histérica tipicamente freudiana. Castradora e capaz de espezinhar seus filhos se isso lhe convier. Abaixo a família, esta instituição surgida do casamento, este, um sonho de gente que atualmente se preocupa mais com as enfermeiras que limpam suas fraldas.
“A Culpa é da mãe!” E isso não permite que as “caolhas” do mundo possam ser vistas como pessoas amorosas, o que se reflete na ficção. Talvez eu só esteja sendo extremamente SCHMALTZ, ok? Mas o mundo não pode ser feito só de “Idiche Mommas” e controladoras neuróticas. Existem mulheres que realmente se esforçam pra ver os filhos numa posição melhor e se anulam pra isso. (sem jogar na sua cara a cada 15 min. Como explicação de seu fracasso pessoal).
A caolha fez isso ao continuar amando o filho que a deformou, tornando-a uma paria social em pleno modernismo dos “loucos anos 20” do século passado. Não haveria conflito se esta candura fosse demonstrada? Ela nunca quis se anular, mas aconteceu e ela não morreu nem martirizou o filho por causa disso. Muito pelo contrário.
Mas vou confessar o inconfessável, ok? A culpa é nossa! Sim, nossa. Precisamos de inimigos e durante a nossa adolescência, elas são o inimigo óbvio. Temos de suplantar quem já estava aqui para conseguirmos demarcar território. Infelizmente, a maioria de nós não cresce e permanece Kidult – no mau sentido – demais pra perceber que todos estamos querendo a mesma coisa ou se torna tão amargo a ponto de nunca perceber que – apesar de todas as castrações – poderíamos ter chegado onde realmente queríamos se tivéssemos lutado por isso. Nunca comentei, mas quase todas as pessoas do grupo, o rapaz de nome esquisito principalmente, parecia ter problemas com as mães. E pronto: Vingança automática.
É uma pena… Gostaria realmente de fazer uma história mostrando que apesar de ser uma mulher e ter todos os problemas do mundo, – um filão bem aproveitado no cinema, principalmente no Espanhol – pode ser gentil, amável e querer bem o filho.
Será que vende?

Link Permanente Deixe um comentário

scraps

Setembro 21, 2006 at 1:51 am (Uncategorized)

Scraps…

Ta bom, acho que a inquisição espanhola que andam fazendo com o Orkut é uma puta duma babaquice. Mas se for pra elegermos um novo Torquemada, que ele castigue os “Igonorantes”.
Meu, já to puto com uns fulanos que mandam scrap pra mim dizendo: “Fulanim, toaki prati dá demo dakilo”. E estou sendo até cortes com o bom Manoel, já que o <span assassinato é diário. Recebo uns 10 scraps desses por dia. Você estuda, se mata pra subir na árvore evolucionária e os caras vêm com isso. Desculpa, mas cabe a piada que uso com o meu Gabriel:
“Ser o primeiro da minha família a sair da árvore me incomoda menos do que saber que você sequer descobriu a utilidade dela”.
E é verdade… Estamos numa fase liberdade total e irrestrita. Para emburrecer. E a internet colabora com isso. Antes, os dialetos eram locais, hoje em dia, só muda o sotaque. Estando em Arraial Do Cabo ou em Cabo Verde encontramos o maldito internetês.
Ta bom, confesso há aqueles que mal saíram do mar. Um exemplo disso foi um sujeito que me mandou o seguinte scrap: “Mulheres Negras”. Respondi que não gostava, preferia ruivas. O sujeito surtou e quase me disse um monte de besteiras. Tive de explicar o quanto sua frase era “aberta”. No melhor sentido da palavra. No final, ele concordou e disse que me conhecia da comunidade do grupo: “OS MULHERES NEGRAS”.
Pronto. Passamos a falar a mesma língua. Pena que tarde demais. Detonei o contato no segundo scrap. Eu detono contato chato e INDIOTA.

Link Permanente Deixe um comentário

O novo Homem

Setembro 21, 2006 at 1:47 am (Uncategorized)

Fala-se DEMAIS sobre a nova mulher, surgida nas chamas de todas as revoluções e conquistas. Mas será que o novo homem tem algo além de uma nota no rodapé da história? Nós mudamos… E muito. Não digo o fator sexual… O mundo é gay e estamos nele ficou démodé, mesmo que alguns idiotas ainda queiram nos chocar. Chocar com o que? Também somos moderninhos e vamos aos filmes do Festival do Rio.
Também não falo do homem que ganhou rótulos pelos refinos adquiridos. Não é normal que o Homo Erectus queria ficar bonito pra fazer bonito? Australopitecus, apesar de constarem em fantasias femininas não dormem com mais ninguém hoje em dia.
Lembra do homem homem? Aquele da TV Macho? Morreu e esqueceram de enterrar Pois é… Até o Alexandre Frota desistiu disso. Já repararam que ele anda a cara do George Clooney?
O homem dos tempos moderno perdeu o falo e começou a falar: “Sim, Bem!” Aprendemos a cozinhar, a arrumar casa, a trocar fraldas e ainda discutimos relacionamento. Com um mercado de trabalho cada vez mais flexível e inseguro, muitas vezes saltamos da cama da casa da mamãe para outras mais aconchegantes, mas não menos estressantes.
Nos tempos de nossos pais, eles eram “o terror” da casa, os donos da última palavra. E muitos continuam assim, decidindo quem trocará suas fraldas. Atualmente, com o poder conjugado, o casal decide sobre a casa e não são raros os casos em que somos os donos de casa e elas, as provedoras.
Atualmente, muitos casais se alternam no desemprego e nas funções de casa. Não raramente, nós homens ficamos em casa e nos tornamos as “mães” enquanto os pais ajeitam seus sutiãs e bolsas Luis Vuiton. E temos de estar bonitos e cheirosos para eles.
No fundo, apesar de todas as dificuldades, as mulheres encontram mais facilidades e vantagens que nós. Cinco meses em casa de licença maternidade? Nós sequer podemos engravidar! Ah, sim… E temos uma semana de folga quando nos tornamos pais.

Link Permanente Deixe um comentário

Setembro 21, 2006 at 12:38 am (Uncategorized)

Vamos fingir que eu entendo e pratico ok?
E alguém me pergunta o significado da palavra “Diálogo”. Sabe que eu não sei mais? Não existe mais isso hoje em dia. Todos aprendemos a falar de nós mesmos e a atolar pessoas com isso. A cada dia conhecemos nossos novos melhores amigos, que conhecem toda a nossa vida até então.
Meus dias tem sido um exemplo disso. Desde que decidi praticar: “A Arte de Desaparecer”, passei a falar e – consequentemente – me exibir menos. Pronto. Virei “escada automática” de qualquer egocêntrico “amigável”. Bizarro, não?
Dia desses, falei uma besteira sobre “Sumô” pra engolir o vernacular “foda-se”. Uma preciosa lição dos últimos anos foi a de que existe momento pra tudo e que certas piadas – e suas respectivas reações óbvias – podem passar em branco.
Alias, na boa? Ligue o “Foda-se e Seja feliz” virou minha comunidade perfeita por estes dias em que simpatia se tornou desculpa para análises gratuitas e conversas recorrentes sobre a conversão da mãe Joana.
Responda rápido: Qual a sua religião? Você a trocaria para agradar alguém?

Link Permanente Deixe um comentário

O vendedor de Briba.

Setembro 21, 2006 at 12:36 am (Uncategorized)

Meus senhores e minhas cenouras:
Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas desde que fui preso e o negão jorjão colocou Jesus em meus anais, sou um novo homem. Eu vi a luz das estrelas e me converti a igreja de Jesus Cristina, onde homens são homens… E mulheres de alguém.
Por isso, após ter sido purificado no monte sagrado, resolvi levar minhas pregas, digo… Minha pregação a todos os interessados e salvar o mundo da morte, da miséria e da seca. Porque chega uma hora que cansa e dói a mão. Um amigo meu está parecendo um lobisomem.
Eu vos lhes ofereço a salvação na forma dessas belas “bribas”, feita de couro fiel e com as imortais palavras de nosso salvador.
Liberte-se e seja um de nós. Junte-se a um time que já está vencendo a mais de 2 mil anos e que se todos sairmos na rua, impedimos qualquer parada gay de sete de setembro. Cum nóis não tem parada.
E comigo, na promoção, só por hoje, quem levar uma briba, ganha sabonetes dezarruda que é pra limpar os porcumano dos espritu estrupador que dá de noite e abrir espaço para o espritu santu e um potinho de vasilina, que dar fé em deus e pé na tábua.
Não sei se já falei, mas essa briba é lida melhor de bruços. E quando não estiver sendo lida, serve de calço para aquela sua mesa que está sempre caindo.
E é isso, Hermãos e Humanas… Quem vai levar a briba pra ajudar o irmão e alcançar a salvação?
Que Jesus Cristina os abençoes e encha suas roupas de baixo com bons fluidos.

Link Permanente Deixe um comentário

A diferença entre prepotência e idiotice?

Setembro 21, 2006 at 12:34 am (Uncategorized)

Idiotice é quando você tem pena das pessoas e dá guarita. Prepotência é quando você – tempos depois – tenta corrigir o erro.

Link Permanente Deixe um comentário