Já se passaram dois dias, mas ainda vale a pena.
Já ouviram falar das cônicas de uma morte anunciada? Alguém realmente duvidava de que o Jean ganharia o Big Bronha? O Grupo bicha da Bahia não deixaria. Sabe o que é divertido? Imagina a quantidade de caras e meninas que pararam de andar na contramão só pra votar e fazer com a paciência dos outros o que não podiam fazer naqueles momentos?
Vou assumir que sou gay mesmo sem ser, sabia? Vivemos numa época hipócrita em que uma maioria neurótica define o que devemos fazer e ao invés de ficar contente com o que até então seria o “poder das minorias”, fico espantado ao ver que todo oprimido assume a máscara do opressor sem sequer lembrar de como as coisas foram lá atrás.
Vamos e venhamos: Ninguém morre tanto de amores pelos gays assim. É. É isso mesmo! Pra cada amigo simpático, sempre há o desespero de ver seu filho ou filha naquela posição. (A idéia de um cara em cima do seu filho assusta, não?) E, no entanto, o “Hamster” bonitinho da TV era simpático, inteligente e tinha sido pobre. Não seria uma versão Gay do “preto de alma branca” de tempos atrás?
“Sim, ele dá a bunda, mas é mais macho que qualquer outro aqui dentro”. Palavras de uma miss, o tipo mais inteligente de mulher. Uma delas conseguiu entrar na academia brasileira de letras: A Miss Eria criativa.
Estamos feito, não é?
Depois dessa campanha, vamos começar a nos perguntar que tipos de inimigos eles realmente podem ser. E eu posso te dizer sem qualquer neura: O tipo que a mídia acredita que não tem poder que são minorias. Quando não precisam mostrar o rosto descobrimos justamente o contrário.
Não que eu tenha algo contra todos terem representações, o que francamente acho muito bom. Cada interesse deve ter seu nicho, mas não forçando as coisas com cinismo e homofobia inversa. Num momento, quando finalmente percebemos, somos invadidos por conceitos gays perceptíveis ou subliminares. INVADIDOS SIM! Quem realmente quer procura e sabe onde achar.
E no final do programa, todos comemoram a vitória da bichinha feia e hipócrita. Certamente o milhão, por ser maior que seu vibrador terá um bom uso. Mas para a loira bonita também não teria?
Acho que deveríamos nos questionar se o grupo gay da bahia (meu respeito por eles é minúsculo) não está planejando dar um duro pra entrar com um candidato nas próximas eleições. Só lhes falta um poder político verdadeiro, não? O poder da palavra já é deles. E isso me assusta.
Os Nazistas Gays de Give me Liberty nunca foram tão apavorantes.
Em tempo:
Já percebeu que a maioria dos caras que fazem cara de nojo com a imagem de um cara em cima de seu filho normalmente tem um puta tesão com a imagem de duas filhas dos outros se beijando e dando pra ele?
Essa é pra menina que está copiando as minhas fotos. Tenha ao menos uma boa. 
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Quando sortudos, encaramos o mundo pela câmera desfocada de Sarah Moon, agradecendo por ainda conseguirmos enxergar as mesmas matizes que os primatas e encontramos novos conceitos e rótulos e talvez uma pessoa cuja imagem vai se tornando mais limpída aos olhos do coração. Se ela não for tão magoada e fechado a novos conceitos quanto nós e nos receber de braços fechados. 
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Só o vazio e as diferentes agruras da vida adulta. Em algum momento nos apegamos a qualquer tipo de ilusão para acreditar que estamos completos, que formos tomados pela maturidade. 
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E as poucas coisas boas que ainda se mantinham esvanecem até que apenas a sobra do que poderia ter sido se mostra. Lágrimas e lembranças. E no seu canto, até o mais duro dos homens chora. Não há mais Persephone. 
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Logo, ela não está mais lá… Tornou-se sombra, um dos conceitos com o qual lidamos e rotulamos. Não há paixão, apenas o vazio. Junto com o sonho, acabou o tesão. E veio a solidão. 
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Nos esquecemos de que ela também pode ser uma pessoa com seus desejos e delírios tão pessoais quanto os nossos. E nos atrevemos a questionar seus motivos. É quando ela deixa de ser especial. Apodrecida e prostituida, torna-se apenas mais alguém que podemos ou não conseguir. Alguém que já passou por tantas mãos e foi vencida pelo cansaço, incapaz de nos fazer sonhar. 
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E sua dança estilizada rouba nossos pequenos momentos, quando todos acreditam que estamos loucos, mas estamos apenas numa sintonia diferente, a das musas mitológicas. 
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