Alguém ainda vai reclamar da minha educação…
Neguinho vem pra minha casa, encontra uma bagunça e nunca entende o que tem nos aposentos. Não é difícil, mas também não é fácil. O Mundo é assim, não é? E nossa tesuda coluninha é sobre o nada e como podemos perceber: Sobre tudo. Existe todo um universo ao nosso redor e na maioria das vezes, a vida passa sem que percebamos ou estamos ocupados demais chorando por alguma coisa.
Ah! Eu Sou o Assumpção, Alexandre Assumpção. Serei seu anfitrião a partir daqui e como já deve ter percebido: Minha intenção é confundir. Não espere planos no Sumpa Sabe… Daqui até o final do infinito nada acontece. O fã clube regido por Guilhermina, Josefa e nosso cãozinho chupa pau não pode ser contariado.
A vida continua.
Sumpa
Acho que estou apaixonado… De novo e por uma velha conhecida.
Todos sabem da minha queda por ruivas, certo? Esta, entretanto é completamente alucinada e parece que levou um tiro na cabeça de tão louca. Rosa de Luxemburgo…
Estou afim de re-escrever e vender meu velho projeto das rosas para alguma editora ou tv. Seria divertido ver isso funcionando.
Sei lá…
Sabe, alguns dias me pergunto se tudo isso vale a pena, viu? Quase me torno um nilista por não acreditar nas pessoas e na sua capacidade de virar algo superior.
Ando flertando com o Zarathustra de Nietsche e me indago se algum dia aquilo vai ser aproveitado pra a algo além de delírios nazistas…
será que realmente estamos prontos pra algo além da hipocrisia habitual? Quase todos trocamos cumprimentos simplesmente porque nos mandam, não porque é aquilo que realmente acreditamos. Por isso nada muda… Somos todos um bando de acomodados, não é verdade?
Abomino o natal pelo seu significado hipócrita, mas sempre há novos anos para se recomeçar.
Se isso realmente vale pra alguma coisa e se alguém realmente conseguir fugir do Status Quo, que o novo ano seja o começo de uma consciencia completamente diferente. Se mudarmos nosso quintal, mudamos nosso mundo e damos um passo no plano geral.
Nuff said.
Na Índia, um homem sábio saiu da caverna onde vivia e passou para seus devotos a seguinte máxima:
“O universo, como o pensamento, é fluido”. ´
Sem entender, os devotos cercaram seu Swami em busca de respostas e os visitantes que ali estavam para ver a tão aguardada anunciação do homem santo ficaram atônitos. Muitos debandaram,mas os poucos que ficaram, se aprofundaram na questão.
O sábio mestre explicou que tudo ao nosso redor era feito a partir do que queremos, inclusive as derrotas. Assim é porque acreditamos e nossa consciência flui alterando todas as probabilidades ao nosso redor. É (ou não) porque assim o queremos. Só não nos damos conta disso e nos aprisionamos .
Ainda da leva música; morria e não sabia que o tema da série da MTV, o “Lendas do Rock” era a “The Nile Song” do Pink Frog. Eta bandinha boa… Mesmo nas fases ruins. Eu adoro Supertramp de paixão, mas Pink Floyd é meio que música pra criar. Aliás, ando com umas coisas bem dispares aqui no PC desde que entrei na locadora e virei pirata de cd.
Minha top 10.
1- Pink Floyd – Relics\Dark Side of the Moon e A momentary Lapse of Reason – Este último, tem On the Turning Away e Learning To Fly, canções de ninar do Gabriel.
2- Uma coletânea maluca do Supertramp que a Mariana me deu – bola dentro pra ela – Hide in Your Shell na veia! Outra musica de ninar do Gabriel e minha preferida de todos os tempos.
3- Triunvirat Gold – Old Loves Die Hard; I believe e History of Mystery! Falta a “Panic in New York City” do disco do França, mas tem a ver.
4- The Police – Synchronicity – Era pra ser em primeiro, mas sabe como é… Óbvio demais.
5- Best of George Harrison – Fala sério! My Sweet Lord, While My Gitar gently weeps e Give me love (peace on earth) que é muito chiclete, pra cantar no carro da Cris e quase causar acidentes trocando tapas quando minha japinha predileta fica puta na direção.
6- The White Stripes – White Blood Cells – Fell in Love With a Girl! O resto também é bom, mas virou vício ouvir a música dos dois irmãos depois que fiquei com uma menina ouvindo isso no Repeat por 13 horas de Ta dentro, ta fora…
7- Renaissance – Ashes are Burning – Let it Grow rules! Não deixaria de colocar isso, né?
8- Pixies – Doolittle – Here comes the man, Wave of mutilation e LaLa Love You… Pós punk britânico mandando ver…
9- Massive Attack – 100th window – Bandinha de trip Hop que virou vício desde a meteórica passagem de Kitty Kiffer na minha vida. Gosto sexualmente adquirido.
10- Tears For fears – Songs of the big chair – Preciso dizer por que? Básico pra discoteca de qualquer um que curte os anos 80.
Não espero que você saia comprando, mas é uma boa trilha sonora pra nossa coluninha. Até Guilhermina e Josefa tem ouvido no radinho de pilha movido à macaxeira, Feijão de corda e carne de sol delas. Se elas puderam dar um tempo no forrozão, você pode fazer o mesmo com seu Funk. Bom gosto não mata ninguém.
Ainda me impressiono com a grande habilidade das pessoas de criar ícones para si próprios. Ícones vulneráveis, digo. Você leva tanto tempo para poder criar uma imagem que desbota na “primeira lavada”.
Outro dia, ouvi uma historinha absurda sobre uma amiga minha… Entenda, essa é uma daquelas pessoas por quem você literalmente Poe a mão no fogo por suas atitudes, a pessoa mais séria que já conheci, – algo espantoso para uma mulher do meu círculo de amizades – antipática para a maioria de seus “circundados” e a criatura mais competente que já vi na vida. Recentemente, guiada apenas pela lógica, e nada, além disso, ela desfez um noivado e abortou de quase cinco meses na época de seu aniversário. Duro, louco e tudo que se puder imaginar. Vindo dela, soa quase como um elogio, algo comum de seu dia-a-dia.
Semana passada, um amigo “incomum” – ele a conhece, mas dificilmente seria lembrado por ela – a encontrou num bar de solteiros – sim, eles ainda existem – gritando a plenos pulmões: “Quero um homem! Porque nenhum se interessa por “mim!?”
Poderia ser apenas uma história, mas numa noite fria, sozinha, ela me fez a mesma pergunta, aos prantos.
Certas muralhas têm brechas, e através delas tanto a Luz quanto as trevas podem ser vistas. Isso fragiliza qualquer um.
Referencial.
Não respeito ninguém que vire e me diga: “Sorry, Kiddo… meu referencial mudou”. Isso é idiota! Pode ter até aumentado, mas a ponto da pessoa dizer que desconhece… Ai sou eu que digo: “Hiper-valorização”.
A necessidade das pessoas de reconhecimento é assustadora; todos fazem pouco e “se acham”. Minha mãe tem uma frase sobre as pessoas: “quando você faz muito, é só sua obrigação, mas quando você nunca faz, bem… Tudo parece promissor, te vêem em ação”.Não uso as palavras dela como se saídas da boca, mas até ai, me dou ao luxo. Quem em sua sã consciência – não incestuoso – roubaria algo da boca de sua mãe?
A idéia da hiper-valorização começa por ai, entende? Uma pessoa some e te pede pra explicar algo que entendeu, uma vez que a menos que tenha andado em qualquer outro corpo pelos anos anteriores, saberia muito bem o que se passou com ela mesma. Idiota por natureza, certo? Não entendo a necessidade disso. É como lixar as próprias experiências de um jeito – no mínimo – cruel. Aceito que você não goste disso ou daquilo, pero… Nunca diga: “Desconheço” algo que durante o tempo foi tão bom quanto qualquer outra coisa seria, se feita na mesma época.
A própria idéia me parece desespero, sabia? A pessoa me parece preocupada demais de mostrar que sua vida não é mais a mesma. Não sei bem, mas isso, o simples fato de não estarmos na mesma sintonia e as informações falarem de novos incidentes já provaria, certo? Errado! Isso marca a insegurança de uma pessoa que está lutando pra esquecer algo importante. Idiota, principalmente porque quando você se esforça tanto assim, só fortifica o motivo. Um idiota se sentiria incomodado; o mesmo não aconteceria com alguém que percebesse além dos olhos.
Não adianta negar, quando você conhece os motivos, a situação soa ainda mais idiota. Não me esforço pra dizer que minha vida mudou, basta olhar ao redor. Normalmente é isso que separa os idiotas dos sábios. E é justamente isso que nos permite controlar essas pessoas. Uma vizinha diz que meu olhar a incomoda, mas bem mais do que isso é o fato de estudá-la e saber sempre qual seria a sua reação que a incomoda. Pessoas que tem algo a esconder morrem de medo, quando tolas, caso contrário, fazem com que os estranhos passem por elas sem perceber seus “deslizes”. No fundo, passar despercebido é uma arte que a maioria das pessoas desconhece, outros só aprendem depois de apanhar muito.
Ai, eu entro num de meus maiores bordões: “Sou uma fraude! Tudo que faço é um truque de espelhos!” E é! Magia funciona muitas vezes como um “estudo do alheio”. As pessoas não percebem que reagem a algo que lhes é estranho e esperam um show, quando elas mesmas já tem todas as respostas e dão a seqüência de caminhos que o “mago” deve tomar. Antes de qualquer coisa, eu leio a pessoa, só depois penso em qualquer resposta que ela queira. Muitas vezes, você nem precisa ler cartas ou rolar dados, só dar as respostas que elas já sabem, mas não aceitam ou encorajá-las a se ouvir.
Por isso, quando alguém me vem com esse papo de referencial, lembro do medo e tento encontrar seus padrões. Na maioria das vezes, a pessoa está mais incomodada (com sua presença) do que em júbilo. A arte está em saber como se aproveitar disso.
Sexo, esquisitões e Rock and Roll!
Parte 1: Feliz aniversário.
Mininu! Num é que nossa coluninha já tem 7 anos ? Deus do céu! (E “Suncinha na terra”, como diria minha boa amiga “condensada”)
O tempo passa, o tempo voa… E a Melissa continua numa boa.(Ela é uma bela sandália) Gente,não teria “Sumpa sabe” se não fosse por ela e hoje quase não nos falamos. Bizarro,né? E ela continua sendo meu tipo de homem…
Gozado, nunca parei pra pensar nisso,mas nossa coluninha já teve mais fases que travesti operado. Corta aqui, aumenta ali… E acaba ficando linda. Bem… Quase isso,né? Isso aqui é como uma estação de ônibus; alguns dias, tão vazio,mas em outros…
A quantidade de personagens que passaram por aqui – e os que se mantém – é absurda: Guilhermina e Josefa, minhas duas fãs são as visitantes mais antigas, logo depois, “Ruffs”,o cachorrinho gay decidiu passar por aqui e fazer sua sujeirinha… Chá, a menina que quase morreu tomando um dos próprios venenos que o diga. O Homem-duende… O mais recente, “Tito”, disse que ficaria mais um tempo. “De graça, até injeção na testa”. E por ai vai.
Não dá para colocar os personagens que não ficaram ou a quantidade de vezes que minha vida particular tomou conta do pedaço.
Sete anos mantendo pelo menos uma por mês, e nas fases “abstinentes”, anotando até em papel de pão as situações absurdas. O que mudou? Tudo, nada… Sobre o tempo, nada além de lembranças, experiências importantes. Mesmo as ruins.
Para uma coluna com apenas duas leitoras fiéis e “laqueadas”, até que combatemos a esterilidade da maneira certa; Insistindo com a cabeça, em cutucadas controladas.
Um brinde a todos nós, pois o passado e o presente nos pertencem.
Estou remexendo meus textos pra ver se tem algum legal pra postar e não se surpreendam se de tempos em tempos, encontrarem algo que poderia ter entrado em alguma das minhas colunas. O Sumpa sabe sempre meio que foi mei xodó -independente do nome e da fase – e vai completar 10 anos em 97, mas é tão inconstante quanto eu e permite qualquer tipo de estética ou como algumas pessoas chamam: “A estética do impossível”.
Este texto iria pra um especial do Covil que nunca rolou e ficou na gaveta até que eu resolvesse transferir material de zips para os dvds regraváveis que hj uso.
É sobre o Ricardo França, uma pessoa que foi responsável por várias das minhas mudanças, mas que por motivos de escolha de amigos, não o procuro a alguns anos. No final, só é eterno o que fica no caminho, certo?
O messias do Penha-Caxias…
Como a história conta, nossa “mãe’entrou em contato conosco através das cartas que a maioria de nós através das cartas á Editora Abril. O que poucos sabem, é que este tipo de atitude parecia estar marcada na “Anima Mundi”da época e pelo menos uma das cartas gerou uma série de coincidências.
Num daqueles fins-de semana de ‘87, quando tudo me parecia entediante, lí um Homem-Aranha da Abril. Como sempre leio a seção de cartas, encontrei uma curiosa: Um grupo de engenheiros, fãs de quadrinhos havia escrito para a editora falando sobre a qualidade das publicações. No momento, tudo que me passou foi um “Interessante” e deixei passar, pois estava mais
interessado em ler os quadrinhos do que em pensar que havia “vida inteligente” no mundo dos quadrinhos.
Minha vida de aspirante á John Byrne suburbano seguiu seu rumo normal, com os respectivos sonhos, ilusões e o curso de “perdedores”, onde assim como todos os principiantes, acreditei que iria conquistar o mundo a partir de lá. No curso, sonhos eram a serventia da casa e pouco-a- pouco, uma série de coincidências iam formando uma curiosa teia. Nosso professor, Ronald De Oliveira Lima e o Secretário Carlos Vinícius, dois apaixonados por quadrinhos tinham um projeto de publikcar quadrinhos “alternativos” e poluiam seus pupilos com tudo que pudesse entrar em suas cabeças, principalmente os europeus e os quadrinhos de linha que sempre geravam boas discussões. Foi a partir dessa idéia, que surgiram a “Blecaute” e mais tarde os dois números da “História em quadradinhos”, embriões do que seria a Taquara editorial e a FRI, manifestações atuais de seu sonho.
Na louvável tentativa de mostrar-nos o “Mundo exterior” (E também de alistar mais pessoas para o que pretendia fazer mais tarde) começou nos apresentando seus conhecidos e amigos,que se tornaram ótimas referências para todos nós. Numa destas tentativas, começou a falar sobre uma carta que havia lido e que havia entrado em contato com um de seus responsáveis. Minha curiosidade foi saciada ao descobrir que se tratava de um grupo de engenheiros que haviam escrito para o Homem-Aranha. Com um Deja-vu, fui conferir e descobri que havia sido a mesma carta que eu havia lido há um ano atrás.
No dia marcado, o “cantor mascarado” havia se atrasado e uma única pergunta era feita: “Será que ele vem ? “ A tensão e a curiosidade eram gerais, principalmente depois da chegada de um homem extremamente branco, magro, barbudo, com os lábios vermelhos e com uma pasta de alça velha toda aberta* , com alguns papéis para fora. Sentado na secretaria, tive o primeiro choque de minha vida. (Só depois que percebi as roupas enchovalhadas e o sapato arrebentado) Pensando se tratar de um mendigo, não prestei muita atenção naquele estranho homem que andava ziguezagueando, usando a alça da mochila como leme. Abaixei os olhos de volta para a minha revista e só voltei a prestar alguma atenção no momento em que Ronald o cumprimentou.
“É ele!?!?!?” Indaguei no melhor estilo “Meu mundo caiu”. “Como algum morador da Zona Sul poderia ser daquele jeito ? “ Mais curiosos ainda, acompanhei-os até a mesa onde estava os outros alunos para não perder momento nenhum da apresentação.
No final, conversamos e descobrimos que éramos vizinhos. A partir daí, surgiram várias parceiras e aprendizados, até o que me levou ao Covil, pois ele sempre ia lá pra casa depois de todas as reuniões me contar o que acontecia. Nunca entendi o motivo até fazer parte do grupo e ter virado parte da história.
sumpa.
* É curioso perceber que depois de tudo, simplesmente dei as costas para o grupo e para ele. Não apenas pelo motivo óbvio, que os mais chegados conhecem, mas também porque uma hora, você olha pra trá e percebe que chegou sua hora de crescer e levar outros rumos.
Não me arrependo de nada do que fiz na vida, mas confesso que de nostalgia ninguém está livre.
De seu amigo de sempre….