Outubro 30, 2003 at 9:10 pm (Uncategorized)

Efeito borboleta…

Ando pensando bastante nisso…

Não sei se você é um dos meus leitores fiéis ou um dos novatos que só acessaram minha página depois de terem dormido com minhas duas leitoras geriátricas: Guilhermina e Josefa, mas em qualquer um dos casos: Seja bem-vindo.

Desde que me tornei um “netless” com a queda do “B-conection”, ando pensando no quanto vale realmente a pena falar coisas sérias para o público cada vez mais crescente da Internet. Um público que cada vez mais parece um grupo de fanáticos por uma punheta dentro de alguém do que os “brainiacs” originais. Bem, sou uma mistura das duas criaturas, mas ainda tenho algum cérebro. Eu e o “Joven Frankenstein” somos “Abnormals”.

Justamente por isso, tenho pensado em como fazer um “efeito borboleta” e no microcosmo. No meio de tantos problemas de macro, pensar no micro e no próprio umbigo soa atraente. Na verdade, pensar em micro-escala ainda é pensar em algo menor que você e fazer com que isso gere um evento capaz de alcançar um “todo”, alterando o padrão. Nestes tempos de Internet fica fácil gerar eventos, principalmente quando uma idéia pode se tornar uma religião perigosa com um bando de fanáticos perseguindo “Temujins” ideológicos.

Tudo começa no chão do seu quintal e dele, para o mundo. As vezes me canso de ver a quantidade de situações e palavras que criei e retornaram como se fossem verdades. Se piadas podem, idéias devem e a partir disso, todo o inconsciente coletivo conspira a nosso favor. Basta nunca esquecer que cada um de nós tem um espaço microscópico que pode ser ampliado conforme outros forem se unindo e gerando “daemons”. Daemons podem se tornar realidade depois de algum tempo, sendo incorporados na memória geral de nosso mundo. Verdades inconscientes ou não passadas através de gerações começaram assim.

“Efeitos Borboleta”… Podemos fazer o mesmo, se quisermos.

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Expectativas sempre me assustam. Tenho as minhas, você tem as suas e ficamos bem assim. Não espero mais que isso de qualquer pessoa e não ofereço mais do que espero. Todo o resto é hipocrisia, principalmente porque freqüentemente todos nos sentamos em nossos próprios espinhos.

Duas realidades:

1)Uma mulher mais velha cuja incerteza sempre a leva entre incertezas, solidão e sonhos que nunca conclui, principalmente porque os teme.

2) Uma menina cujo sonho de pertencer sempre soa maior que a realidade e se entrega a qualquer um ciente de seus padrões e da possibilidade de manipulá-la oferecendo exatamente o que ela quer sem realmente dar.

Dois tons da mesma solidão podem ser vistos tanto no medo quanto na perigosa falta dele. Enquanto um caso quer pertencer, mas nunca tem certeza de que esta ou aquela situação é a certa, o segundo sabe ainda menos e justamente por isso se joga de cabeça em todas as ilusões mais imediatistas sonhando com a estabilidade provável. Em ambos os casos, as equações sempre terminam com dor e ainda mais solidão.

A reincidência de ambos os casos me assusta. No fundo, somos todos carentes demais, por isso nunca conseguimos nos manter a sós e inventamos a história de animais sociais para justificar.

Alguém pode realmente me dizer onde erramos? Num mundo em que a verdade freqüentemente acaba sendo trocada por “mentiras brandas” que descem perfeitamente bem e pessoas que nos querem (ou não) nos mantém em “Standby” simplesmente para não encararem o monstro da solidão e nunca terem certezas,criando uma armadilha perfeita, da mesma maneira que quem se entrega a todos os sonhos e ilusões . Onde está a razão? Em que ponto nossa monstruosa criatura sai de nossas gargantas e grita aos nossos entres queridos(ou não) da mesma maneira que num daqueles comerciais de pasta de dentes. O monstro da atenção, que muda imagem, configuração, mas não a razão.

Criamos expectativas demais e freqüentemente nos estrangulamos nelas.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXEstranhezas…

Li o Blog de um “chapa” por esses dias. Hã… Sei lá, ler algo tão PC em meu PC pode parecer um trocadilho cruel, mas oportuno. Gente, estou escrevendo no meio da rua e usando as costas de “Deus” como prancheta de novo! Mulher maravilhosa essa… Que outra não pensaria nisso como ato de servilidade?

Guilhermina anda reclamando de minhas noites viradas enquanto lê nossa coluninha pra Josefa. Nossa calanguinha cega preferida adora não ler as minhas doideiras. (Gui é surda e adora não ouvir) As duas tem falado muito de um “tiozão” de 80 anos para poderem (Sonho de consumo é isso ai!)

As minha duas leitoras lembram muito a versão geriátrica e doentia de “Beavies And Butthead” ou como seriam se usassem “fraldões geriátricos”. A “Johnson & Johnson” ainda vai se tornar o patrocinador oficial da nossa coluninha. Vou acabar colocando a bandeira deles por aqui.

Ah, o Blog… Amiguinho, é bunitinho, ta? Mas meu… Solta a franga! Sei lá… Acho que você pode ser melhor que isso. O.k., ainda vou dançar por acreditar nas pessoas, mas…

Não me peça pra lembrar o endereço, afinal, se eu for lembrar de tudo que eu leio, nunca vou ter tempo de escrever as minhas. Quando me lembrar de quem falei, uso a magia do cortar e colar e tudo se resolve. Depois, é só acompanhar o crescimento da coisa.

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This charming Person

Ter charme é imprescindível, principalmente se você for um completo canalha Uma prova disso? Eu, ué? (risos) Algumas pessoas falam mal, outras bem, todas também…

Não sei bem, mas atualmente, criou-se um tipo de pessoa mais seca e sem graça – que venho combatendo em meus textos – que apenas subsiste. Acabaram as pessoas simpáticas, as que te atraem pelo que são e não pelo que fazem. Atualmente, você tem que ver as vantagens das pessoas, não pelo que tem a dizer.

Quando aparece alguém tendo o que dizer, e simpático, logo vira “pastor” e arrebata milhares. Evidentemente, quando – nos raros casos – não é um belo canalha prestes a aprontar algo. E todos começamos a ter medo dos “Charmosos”.

Uma vizinha costuma implicar comigo dizendo que sou “cafetão”. O motivo? Sempre fui “protegido” de alguma mulher que me ouvia – pelos motivos certos, não pelos idiotas – e muitas vezes, as coisas não terminavam bem. Não de todo, claro… Sempre sai com menos arranhões que algumas delas. Muitos vêem isso como uma coisa ruim. Não é. Nunca me culpe pela dificuldade das pessoas, ok? Se elas não entendiam a realidade e os conselhos… Nunca fiz por mal, e confesso que em muitos casos, elas estariam muito pior nas mãos de verdadeiros canalhas.

Imagine uma pessoa com baixa auto-estima nas mãos de gente boa como Jim Jones, Reverendo Moon e Charles Manson? E sempre que reclamar lembre-se que este é o saldo da incerteza de várias gerações. Fracassados mentais não são prioridade da nossa, assim como os completos canalhas. O problema é que muitas vezes, a canalhice é apenas o saldo de uma “boa” idéia mal acabada. Se um dos dois lados sai mal, o outro é um canalha, que levou ao caos.

Ter charme com pessoas fracas é perigoso… Será que é por isso que viramos um bando de antipáticos?

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